terça-feira, 14 de abril de 2009

Mudanças climáticas ou falta de responsabilidade?

Depois de agüentar os maus tratos do homem, a Terra resolveu reagir. Ondas de calor insuportáveis, secas intermináveis, incêndios devastadores, enchentes avassaladoras. Há décadas, pesquisadores e cientistas alertam para os perigos do aquecimento global. A catástrofe anunciada está deixando o planeta mais quente. Quem acha que o fenômeno é natural, engana-se. Somos todos responsáveis. Como? Um carburador desregulado ou a queimada indiscriminada contribuem para o famigerado efeito estufa (gases que são jogados na atmosfera e formam uma camada espessa sobre o planeta). Ou seja, imagine a Terra envolta por um cobertor que a torna cada vez mais quente e impede a saída de radiação solar? Isso é o efeito estufa, um dos grandes causadores dos fenômenos catastróficos dos últimos tempos. Os grandes vilões desta história são o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4) emitidos, em excesso, na atmosfera.

Com a Revolução industrial, começamos a utilizar intensivamente estes combustíveis fósseis que conhecemos nas formas de carvão mineral, petróleo e gás natural. As florestas também são grandes depósitos de carbono e são extremamente importantes na regulação da temperatura, no regime de ventos e de chuva.

No último século a temperatura da Terra aumentou em 0,7ºC. Há quem diga que isso não é nada, mas já foi o suficiente para causar estragos por todos os continentes: furacões, tufões, enchentes, secas. E não para por aí. De acordo com pesquisadores, a temperatura tende – nos próximos anos – aumentar mais 2ºC. O que isso significa? Derretimento das camadas polares, o desaparecimento de algumas cidades litorâneas, escassez de alimentos, extinção da fauna e da flora, e grandes prejuízos econômicos.


Brasil -- Recentemente, o país, entrou para o Guiness Book como o que mais desmata no mundo. A proeza traz consigo outro dado alarmante. Por conta das queimadas somos o 4º maior emissor de dióxido de carbono do planeta. As conseqüências virão a médio e a longo prazo. Uma delas são as secas e a desertificação. O sertão nordestino será o mais afetado.

O Piauí, por exemplo, poderá sofrer com longas secas. Algumas áreas correm o risco de se tornarem desérticas até o final deste século. Por outro lado ficará mais vulnerável a chuvas torrenciais, o que resultará em graves enchentes e acarretará prejuízos sócio-ambientais para região. A mudança climática pode ser responsável, ainda, pela proliferação de doenças como a malária ou dengue tão combatidas nas últimas décadas.

As condições de vida na área rural se tornarão piores. O único meio de sobrevivência de diversas famílias serão os programas de assistência social. Por isso o grande desafio para o século 21 é amenizar as conseqüências das mudanças climáticas. O único caminho para enfrentá-las é a educação em todos os níveis e a tomada de conscientização por toda a sociedade.

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